As pessoas estão por aí famintas.
Os jornais, diariamente relatam as mazelas das cidades. Não assisto mais aos jornais. Nada de novo trazem, nada.
Eles não me dizem nada.
Reticências é uma vontade; É a necessidade de gritar; É o desejo de uma linha completa; É o sonho de transformar. Não é bem um projeto, talvez um dia seja. Mas por enquanto é só a vontade de não fechar os olhos e fingir que está tudo bem. Reticências é inacabado. O universo não cabe aqui. Mas não está apertado. Reticências é...
As pessoas estão por aí famintas.
Os jornais, diariamente relatam as mazelas das cidades. Não assisto mais aos jornais. Nada de novo trazem, nada.
Eles não me dizem nada.


Ano passado, estudantes de design da UFBA produziram um documentário. O divulgaram no NDesing, evento que reúne estudantes e profissionais da categoria. Ele se chama: A folha que sobrou do caderno. Tal vídeo fala da situação das escolas de design do país. Dos métodos de ensino utilizados, da estrutura da universidade, e de como os universitários lidam com isso. Apesar de ser um vídeo feito por estudantes de design, é de interesse geral, já que o que se observa nos documentário, se vive em qualquer outro curso de graduação em qualquer parte do país.
Que a universidade pública nem sempre, ou quase nunca oferece estrutura para os estudantes terem aprendizagem satisfatória, nós sabemos. Em certas universidades falta de tudo. De laboratórios a livros. Mas se a universidade não proporciona condições para melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem, cabe ao estudante tentar adquirir mais conhecimento e informação. O professor vai fornecer um mínimo de matéria (até mesmo pelos tais métodos de ensino decadentes, e que põem o professor como o dono da verdade, acima do bem e do mal.), e isso não vai te fazer um bom profissional. Precisamos ir além. O ensino hoje em dia ainda é conservador. Não há espaço para trocas. O ensino vem de cima pra baixo (professor –> aluno). Pouca matéria estudada, nada de questionamentos, ideais na lata do lixo, ninguém se atreve mais a pensar, apenas aprende a resolver as questões dadas, os problemas...
Hoje, a sociedade quer que tenhamos um bom emprego, que garanta futuramente nossa aposentadoria gordinha, e uma vida abastada hoje. Quem não quer? Mas é só isso? A universidade serve apenas para que possamos ter uma formação que nos permita um emprego? Tudo bem: idealismo não enche barriga! Mas não se pode deixar as coisas como estão, e reclamar solitariamente de que a universidade está caindo, e que os professores não prestam.
Se está tudo caindo, não se pode deixar como está. Existe gente que quer mudar, que quer tirar as coisas do lugar, que fazer um reboliço. Que quer que o estudante reaja e que o profissional brigue pelos seus direitos.
Pra quem ainda é estudante: Lute pelos seus direitos. E isso não é fazer arruaça. É somente brigar por coisas relevantes à sua vida acadêmica e da universidade. Discuta, debata. Acrescente. Compartilhe conhecimento, idéias. Desafios, propostas, pensamentos e questionamentos. A universidade serve pra isso.
Vamos deixar a passividade de lado. Temos um papel diante de tudo isso.
Ou: de como eu me contradigo
Acabo de falar: Não acredito nos políticos. Mas como não acreditar que Obama foi eleito pra trazer uma mudança aos EUA?
A euforia dos americanos (e dos jovens! ah, os jovens...) ao vê-lo eleito, não é apenas a euforia do momento. E sim, o desejo aflorado de que os próximos anos sejam melhores. Que venham trazer mais dignidade ao povo. E como eu ouvi falar hoje algumas vezes na TV, que apague o passado de racismo, de discriminação. Apagar não. Impossível... Mas dar um novo rumo à história... Dá até pra vislumbrar um tempo de mais igualdade, ao menos nesse aspecto. Poderia expor minhas opiniões em relação ao que a eleição de Obama pode vir a representar no mundo, mas isso todos lemos, ou vimos nos jornais. Ele pode até frustrar as expectativas do povo (o que eu duvido muito!), mas Obama já é a mudança por si só.
Eu continuo acreditando nas pessoas. E também acredito no que elas acreditam.
Pra (baixar) e ouvir.
Essa semana eu estava lendo e escrevendo no secret blog (q escrevo com umas amigas q vc, leitor extremamente assíduo e fiel ao Reticências conhece bem).
E a amiga Erika, comentou: Já não levanto bandeiras de partidos, Já não vale a pena. Prefiro levantar a bandeira do povo.
Fiquei maravilhada com essa frase.
Eu já não acredito nos políticos, eu acredito nas pessoas.
to be continued...