Hoje eu não queria fazer um texto com teor crítico, de revolta ou irônico. Queria escrever sobre um Brasil diferente... bonito. E que preservasse essa beleza. Um país que tivesse menos lixo nas ruas e no congresso. Ficaria feliz de ver crinças descobrindo o mundo encantado de Monteiro Lobato e não sendo doutrinadas para o crime. Adoraria saber que negros, brancos, azuis e amarelos fossem todos partes de um mesmo arco-íris. E que esse arco-íris não ficasse encoberto pela poluição dos polos industriais.
Eu queria sentir sempre o mesmo orgulho ao ver a bandeira do meu país como senti hoje... quando a vi hasteada, imperiosa, humana! E nunca mais sentir a vergonha que senti quando percebi que aquela bandeira estava no meio de uma favela... no meio de um povo esquecido, ignorado, não-amado... um povo sozinho.
...Eu acredito num verde e amarelo diferente... bonito de verdade.
Terça-feira, Junho 09, 2009
Só MaIs Um TeXtO
Postado por Erika às 15:56 2 comentários
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Sexta-feira, Abril 17, 2009
DITADURA / DITABRANDA: ALGUNS TORTURAVAM, OUTROS ERAM TORTURADOS
Embora o enfraquecimento do presidente da república da Venezuela fosse o assunto central de que tratava o editorial, o que entrou mesmo nos holofotes foi a pequena (porém, agressiva) citação a respeito da ditadura brasileira. E o que era para ser um simples editorial do qual poucos lêem e comentam, tornou-se motivo de protestos, discussões, críticas e conseguiu abrir velhas feridas deixadas pelos "anos de chumbo" no Brasil.
O editorial classificou os 21 anos de repressão brasileiros como uma "ditabranda" pelo fato de preservar ou instituir formas controladas de disputa política e acesso à justiça. O neologismo usado é péssimo. É ofensivo. E desumano. Para os que sofreram as mais absurdas formas de tortura física e psicológica, o termo usado fez desabrochar as velhas dores dos choques, a falta de ar quando obrigados a cheirar "fumaça de óleo diesel", o pavor da "cadeira do dragão", o horror dos estupros, o pânico da "geladeira", o desequilíbrio nas sessões de afogamentos.
O jornal comparou a ditadura brasileira com as ocorridas em outros países e afirmou, em resposta a um leitor, que a ditadura no Brail apresentou níveis baixos de violência política e institucional. Níveis baixos de violência? Nesse período obscuro da história brasileira crianças foram sacrificadas, poetas e artistas foram exilados, mulheres tiveram seus filhos abortados, a população brasileira ouviu falar de um milagre econômico que só ocorreu para alguns (bem poucos), os direitos foram, vergonhosamente, negados, as leis foram descumpridas, homens, jovens, pessoas de todas as idades e sexo foram torturadas até a morte, vozes foram "caladas"! E a Folha de São Paulo acha-se no direito de classificar tudo isso como uma Ditabranda? Deve ser porque os que hoje fazem esse jornalzinho são os mesmos (ou deles afeitos) que se esconderam atrás de notícias distantes e vagas nos tempos da ditadura. A Folha de hoje, que machuca as feridas alheias, é a mesma Folha que negligenciou as verdades da época dos governos militares, é a mesma que colocava em suas manchetes receitas culinárias enquanto o povo brasileiro era escavacado nas ruas. Sua classificação para os anos de exceção está vinculada à postura omissa que assumiu diante dos fatos. Seu jornalismo esteve sempre muito mais próximo dos torturadores que dos torturados. É que a dor atinge os que sofrem e não aqueles que agridem.
Um Jornal que esconde as notícias atrás de seus próprios interesses, que pisoteia na memória dos que lutaram contra a ditadura e que tenta, tão ridicularmente, apagar as manchas deixadas pelos vergonhos anos de repressão, não merece respeito, não merece leitura, não merece atenção, não merece exposição nas bancas de jornais... não serve para nada.
*Dica para os olhos : Zuzu Angel (filme)
*Dica para os olhos 2 : Brasil nunca mais (livro)
*Dica para os ouvidos:
Postado por Erika às 21:54 5 comentários
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Terça-feira, Março 17, 2009
PENSANDO BEM...
Postado por Erika às 12:19 11 comentários
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Quinta-feira, Março 12, 2009
Blogagem Coletiva

Postado por Isa Dora às 11:43 7 comentários
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Sábado, Fevereiro 28, 2009
Selinhos :)

Postado por Isa Dora às 21:42 8 comentários
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Terça-feira, Janeiro 27, 2009
A folha que sobrou do caderno
Ano passado, estudantes de design da UFBA produziram um documentário. O divulgaram no NDesing, evento que reúne estudantes e profissionais da categoria. Ele se chama: A folha que sobrou do caderno. Tal vídeo fala da situação das escolas de design do país. Dos métodos de ensino utilizados, da estrutura da universidade, e de como os universitários lidam com isso. Apesar de ser um vídeo feito por estudantes de design, é de interesse geral, já que o que se observa nos documentário, se vive em qualquer outro curso de graduação em qualquer parte do país.
Que a universidade pública nem sempre, ou quase nunca oferece estrutura para os estudantes terem aprendizagem satisfatória, nós sabemos. Em certas universidades falta de tudo. De laboratórios a livros. Mas se a universidade não proporciona condições para melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem, cabe ao estudante tentar adquirir mais conhecimento e informação. O professor vai fornecer um mínimo de matéria (até mesmo pelos tais métodos de ensino decadentes, e que põem o professor como o dono da verdade, acima do bem e do mal.), e isso não vai te fazer um bom profissional. Precisamos ir além. O ensino hoje em dia ainda é conservador. Não há espaço para trocas. O ensino vem de cima pra baixo (professor –> aluno). Pouca matéria estudada, nada de questionamentos, ideais na lata do lixo, ninguém se atreve mais a pensar, apenas aprende a resolver as questões dadas, os problemas...
Hoje, a sociedade quer que tenhamos um bom emprego, que garanta futuramente nossa aposentadoria gordinha, e uma vida abastada hoje. Quem não quer? Mas é só isso? A universidade serve apenas para que possamos ter uma formação que nos permita um emprego? Tudo bem: idealismo não enche barriga! Mas não se pode deixar as coisas como estão, e reclamar solitariamente de que a universidade está caindo, e que os professores não prestam.
Se está tudo caindo, não se pode deixar como está. Existe gente que quer mudar, que quer tirar as coisas do lugar, que fazer um reboliço. Que quer que o estudante reaja e que o profissional brigue pelos seus direitos.
Pra quem ainda é estudante: Lute pelos seus direitos. E isso não é fazer arruaça. É somente brigar por coisas relevantes à sua vida acadêmica e da universidade. Discuta, debata. Acrescente. Compartilhe conhecimento, idéias. Desafios, propostas, pensamentos e questionamentos. A universidade serve pra isso.
Vamos deixar a passividade de lado. Temos um papel diante de tudo isso.
Postado por Isa Dora às 23:05 9 comentários
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